À medida que a internet cresce em utilização e em inovação, torna-se cada vez mais importante que empresas e startups criem e giram a sua presença online. Há várias formas de o fazer (perfil de empresa no Google, redes sociais e diversos métodos de marketing e publicidade), mas neste artigo vamos falar da importância do UX/UI e das vantagens de ter um bom site.
O que é o UX/UI?
UX (experiência do utilizador) e UI (interface do utilizador) são dois temas distintos dentro do design, mas cruzam-se normalmente para criar produtos e serviços utilizáveis, agradáveis e visualmente apelativos.
Um bom UX/UI pode melhorar os seus produtos ou serviços de muitas maneiras.

UX é a forma como o utilizador vive e interage com um produto ou serviço. Concentra-se em investigação, fluxos de utilizador, wireframes, usabilidade, estratégia de conteúdos e arquitetura de informação.
Investigação, porque a experiência depende quase sempre de um público-alvo concreto e da forma como esse público perceciona utilidade, facilidade de uso e eficiência.
Fluxos de utilizador, uma representação visual do percurso da pessoa através do produto ou serviço.

Wireframes, um desenho simplificado do site, centrado na funcionalidade, na estrutura e na paginação. Enquanto se pensam e desenham os wireframes, integram-se também outros temas, como a usabilidade, a estratégia de conteúdos e a arquitetura de informação.

UI tem que ver com o aspeto do produto ou serviço: os elementos visuais, o design de interação, as cores, os tipos de letra, os ícones e a consistência visual. O objetivo é tornar o produto visualmente atrativo e alinhado com a marca.
Como UX e UI estão intrinsecamente ligados, e são vistos como um conjunto, dificilmente existe um sem o outro, ainda que persigam objetivos diferentes.
Boas práticas em UX/UI
Como em quase todas as áreas, há sempre coisas a fazer e a evitar. Deixamos algumas boas práticas de UX/UI.
Um design centrado no utilizador, ou seja, saber o que as pessoas precisam, o que querem e onde se atrapalham. Conhecer o público-alvo ou fazer investigação, através de inquéritos, por exemplo, ajuda a descobrir e a melhorar um produto ou serviço.
Um design limpo, simples e consistente. Ao manter um estilo visual coerente, as pessoas aprendem e antecipam a forma como as coisas funcionam. E com um design simples reduzem-se as distrações, dando prioridade a conteúdo claro e bem estruturado.
Um design responsivo é fundamental para garantir uma boa experiência em plataformas diferentes, sobretudo com o crescimento da utilização em telemóvel.
Dar retorno às ações (botões, envio de formulários, erros) e usar animações e transições como pistas de interação.
Ter hierarquia visual, uma forma de encaminhar as pessoas para o conteúdo que mais lhes pode interessar, recorrendo a tipos de letra maiores e a estilos de texto, ou orientando-as pela ordem certa dos conteúdos.

Otimizar o desempenho com recursos leves e usar ecrãs de esqueleto ou indicadores de carregamento ajuda a reduzir a sensação de espera.
Tirar partido de ferramentas de análise e de mapas de calor ajuda a melhorar e a afinar o caminho até ao conteúdo que as pessoas procuram.
Saber o que não fazer é tão importante como saber o que fazer, porque o mundo do UX/UI está em evolução constante: o que hoje é boa prática pode amanhã deixar de ser a melhor forma de resolver o problema.

As vantagens de ter um site
Um site bem desenhado não só transmite mais confiança como funciona como ferramenta de marketing permanente, uma alternativa à publicidade tradicional, que é dispendiosa. Ajuda a ser encontrado nos motores de busca, responsáveis por 53% de todo o tráfego web (fonte), sobretudo no caso de negócios locais, já que 46% das pesquisas no Google procuram especificamente informação local. (fonte) Um estudo indica que as empresas com site registam um crescimento de receita entre 15% e 50% face às que não têm. (fonte) Funcionalidades como formulários de contacto, chat em direto e perguntas frequentes melhoram o apoio ao cliente e favorecem a repetição de compra, enquanto as ferramentas de análise dão informação para afinar as estratégias de marketing.
Todas estas vantagens explicam por que razão grande parte das pequenas empresas tem hoje um site, sinal de um reconhecimento crescente da importância da presença online.
O que faz um bom site
Um bom site é mais do que uma presença online. É uma ferramenta estratégica que reflete a marca, envolve as pessoas e produz resultados. E o que verdadeiramente conta é a qualidade, a usabilidade e o desempenho.
Um site bem desenhado deve seguir as boas práticas de UX/UI. Deve centrar-se no desempenho, na compatibilidade com ecrãs de tamanhos diferentes, como telemóveis e tablets, e funcionar nos browsers mais usados, já que alguns não suportam determinadas funcionalidades. Há ainda outros aspetos, para lá do design, que fazem a diferença. O SEO ajuda um site a aparecer em primeiro lugar quando alguém procura aquilo que oferece, o que aumenta as visitas e os potenciais clientes.
Além disso, um bom site nunca está terminado: evolui. Atualizações regulares e melhorias contínuas, baseadas no que as pessoas dizem e nos dados de utilização, garantem que se mantém relevante, eficaz e alinhado com as expectativas e com a tecnologia do momento.
Conclusão
Ter um site bem desenhado e um bom UX/UI deixou de ser um luxo para passar a ser uma necessidade. Uma interface pensada e centrada nas pessoas, aliada a um site rápido, acessível e responsivo, reforça de forma significativa a credibilidade da marca, a sua visibilidade e a satisfação dos clientes. À medida que a concorrência online cresce, as empresas que apostam em design intuitivo e em experiências fluidas vão destacar-se, ganhar confiança e crescer de forma sustentada.



